Veja como foi o 1° dia do festival escocês T in The Park

17 jul, 2013

Por Camile Liguori

Sexta-feira, 12 de julho

A Main Arena, principal área do festival, abriu suas portas às 16 horas da sexta-feira e o Main Stage recebeu o seu primeiro show pontualmente às 16h30.

O The Proclaimers subiu ao palco ovacionado pela galera. Pelo menos uns seis escoceses me falaram para não perder esse show, que realmente foi incrível. A banda de folk-rock está na ativa há mais de 25 anos e prendeu a atenção do público do início ao fim da apresentação. http://www.youtube.com/watch?v=tM0sTNtWDiI

Aprendi cedo que estar em um festival grande implica em tomar grandes decisões. Logo depois do Proclaimers, duas bandas que queria muito assistir se apresentaram no mesmo horário: Everything Everything e Haim. O primeiro, no palco King Tut’s Wah Wah Tent e o segundo, no Radio 1 Stage.

Optei por começar com Everything Everything pelo simples raciocínio de que o Haim ainda deve vir tocar no Brasil nos próximos meses. Posso estar errada, mas, enfim, essa foi minha aposta.

No fim das contas, o Everything Everything não conseguiu me segurar até o fim do show. Achei que os graves estavam meio desarranjados e que estava faltando alguma coisa da pegada eletrônica. Corri, então, para pegar o finzinho de Haim e não me arrependi. A presença de palco das meninas é incrível! Se eu tivesse uma banda, queria que fosse igual à delas. http://www.youtube.com/watch?v=EL0N9gJaU5o

Não conhecia o Rudimental, britânicos da música eletrônica que parecem ser a sensação do verão europeu. Ouvi ótimas referências sobre e fui conferir de perto. Definitivamente, foi um dos shows mais suados e apertados do final de semana. Aprovado! http://www.youtube.com/watch?v=Jx5ObNSYr_w

Emendei no palco King Tut’s Wah Wah Tent, na dobradinha Of Monsters and Men e Phoenix.

Cheio de teens cantarolando todas as músicas do começo ao fim, o Of Monsters and Men fez uma apresentação satisfatória. Na verdade, o maior problema do show foi o fato dele ser realizado em uma tenda fechada. A banda combina muito mais com um palco aberto no fim de tarde. Achei uma opção infeliz por parte da organização. http://www.youtube.com/watch?v=su-nUIsl5QQ (Vídeo bem ruinzinho, mas que mostra bem o clima “errado” do show)

O Phoenix também foi uma surpresa negativa. Estava louca para ouvir ao vivo as músicas do último CD, o Bankrupt!, mas apenas uma minúscula plateia se juntou a mim pertinho do palco para aguardar o Thomas Mars. O público diminuto não empolgou o frontman, que parecia um robozinho cantando, se jogando na galera e fazendo todas as coisas que se esperam que ele faça em um show. Decepcionante.

Fugi da monotonia do Phoenix e consegui pegar a última e deliciosa música do The Courteeners, Not Nineteen Forever. http://www.youtube.com/watch?v=WuFhh5dl-VE

O último e mais aguardado show da noite, da banda de folk-rock Mumford and Sons, mostrou que o que é bom em estúdio pode ser ainda melhor ao vivo. Abrindo o setlist com Lovers Eyes, o show já começou emocionando. Aliás, emoção é o que não falta a Marcus Mumford, multiinstrumentista e multitalentoso líder do grupo.

Ele passa com facilidade da guitarra à bateria e faz tudo graciosamente, parecendo um verdadeiro apaixonado pela música. Uma coisa linda de se ver! Fiquei emocionada em diversos momentos do show, mas principalmente com a música que fechou a noite, The Cave. http://www.youtube.com/watch?v=cEojqVxuJ0Y

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