The Cure: 3h13 de muita música e nostalgia

7 abr, 2013

O segundo show do The Cure no Brasil aconteceu ontem (6), na Arena Anhembi. Foram exatos 3h13, cronometrados no meu smartphone (sério). Eles tocaram 40 músicas, assim como no Rio de Janeiro, mas mudaram 3: “The Kiss”, “If Only Tonight We Could Sleep” e “Fight”.

Antes da apresentação deu para perceber alguns contratempos. Fila desorganizada, falta de informação e por aí vai. Havia comprado os ingressos logo no início e eles eram válidos para cadeira superior no Morumbi. Como mudaram o local do show, acabei “tendo o direito” (depois de inúmeras reclamações no Procon) a usar a pista Premium. Mais filas e o pior, cerveja quente. Não sou de beber muito em shows, mas na apresentação da sua banda favorita não dá, né?! Sinceramente, não sei como estava a pista comum em relação aos serviços etc., mas na “especial”, que estava abarrotada, era difícil comprar qualquer coisa.

Mas voltando ao show, Robert Smith cumpriu com a promessa de fazer apresentações com mais de 3h. O público, formado por fãs que envelheceram junto com as músicas do grupo e por gente que nem sabe o porquê estava lá, curtiu bastante. Os fãs mais, é claro. Depois de 2h15 de show, a banda parou pela primeira vez e muita gente (os que não sabiam o porquê estavam lá) foi embora reclamando que não tinha tocado ‘Boys Don’t Cry” e achando que a apresentação já havia acabado. O pessoal não leu jornal, internet ou qualquer outra informação sobre os shows do grupo? Já foram tarde.

Com o espaço liberado só para os fãs, o The Cure voltou ao palco e deu início a parte mais dark da apresentação. Pararam novamente e logo voltaram para emendar o ato mais alegre do longo show: “The lovecats”, “The Caterpillar”, “Close To Me”, “Hot Hot Hot !!!”, “Let’s Go to Bed”, “Why Can’t I Be You?”, “Boys Don’t Cry”, “10:15 Saturday Night” e finalizando com “Killing An Arab”.

Robert Smith não é dos mais calorosos, mas conhecendo a personalidade retraída e tímida do cantor, e depois de 4 shows, posso dizer que ele até foi caloroso com o público paulistano. Dançou (para delírio do público) na música “Close To Me”, conversou mais do que o convencional (juro!) e sorriu, quando derrapou na letra de algumas músicas, como, por exemplo, “Friday I’m In Love” (trocou um dos versos). Está certo que em algumas canções ele mudou a letra, como em “Lovesong”. Em vez de dizer no refrão “However long I stay”, ele diz “However games I play”, mas nas outras foi derrapada mesmo.

Robert Smith dando um sorrisinho

Bom, depois de 4 shows, todos longos, continuo achando que nunca é demais ouvir The Cure, ainda mais em tempos em que bandas tocam 1h30, e olhe lá. Saí do Anhembi rezando para que a profecia de Robert, ao deixar o palco pela última vez, se concretize: “Nos vemos muito em breve”.

Papito curtindo o show e o zbra.fm

Clique aqui para conferir a galeria completa de fotos do show.

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