Tears for Fears: pontualidade britânica e muita nostalgia

23 nov, 2012

Aconteceu ontem (22) o show do grupo Tears for Fears, no Espaço das Américas, em São Paulo. Na contramão dos shows internacionais por aqui, a banda começou a apresentação um minuto antes do previsto (22h30). Pontualidade que deixa claro de onde o grupo veio, Inglaterra.

Porém, por conta do trânsito e dos escassos estacionamentos no entorno do Espaço das Américas, muita gente se atrasou (15 min., no meu caso), mas foi o suficiente para perder as três primeiras músicas, entre elas “Everybody Wants To Rule The World”, infelizmente.

Curt Smith

O público, em sua maioria, era da faixa dos 40 e pouco anos, o que só aumentou a sensação de nostalgia sentida no local. Casais dançando juntinhos não era raro de ver, pelo contrário. Apesar do problema de estacionamento e do trânsito na hora da saída, o local está bastante agradável para shows: espaçoso, bonito e muito bem organizado (fazia um bom tempo que não ia ao Espaço).

Com a casa cheia, o show teve somente 13 músicas, mas com um pouco de enrolação – em português – , Tears for Fears conseguiu fazer uma apresentação de quase 2h. A maioria dos grandes hits do grupo da década de oitenta estava lá; teve até tempo para fazer um cover de “Billie Jean”, do Michael Jackson. “Woman in Chains”, música que geralmente não faz parte do setlist da banda, na turnê atual, tocou no bis para a alegria do público saudosista. “Break Down Again” e “Shout” finalizaram o show em grande estilo.

Roland Orzabal, da dupla Tears for Fears

A dupla Roland Orzabal (voz e guitarra) e Curt Smith (voz e baixo) mostrou que ainda continua em forma, apesar de não criar nada novo há um bom tempo. O palco, com grandes telões ao fundo, fez a diferença no visual, trazendo um pouco de modernidade a músicas que, mesmo um tanto quanto datadas, continuam empolgando o público fiel. Aliás, ouvir certas canções ao vivo, faz uma diferença tremenda. “Shout” é o melhor exemplo disso. Música que ganha energia e potência tripla, com as batidas in loco. As vozes e os riffs de guitarra (e um tanto de sintetizadores) continuam os mesmos, mas quem disse que isso é ruim.

Telões fizeram a diferença

Assista abaixo um pedaço do show que rolou em São Paulo e clique aqui para ver a galeria de fotos.

 

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2 Comentários

  1. Cintia Cherubino
    23/11/2012

    Adorei o show. Ficaria por lá até as 5 da manhã…
    O site de vcs tá super maneiro, valeu!!!

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    • Kaká Felipe
      23/11/2012

      Obrigada, Cintia. Bjos

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