Quer ir ao T in The Park ano que vem? Então fique atento a essas dicas!

18 jul, 2013

Por Camile Liguori

Como comprar ingresso

Diferente de outros festivais em que muitas vezes os ingressos se esgotam antes mesmo da divulgação do line up, no T in The Park você pode ficar mais tranquilo. Nesse ano, por exemplo, como a procura não foi grande, as entradas estavam disponíveis para venda online ate o último dia do evento.

Meu credenciamento como imprensa foi aprovado rapidamente e, por isso, não me preocupei com os ingressos. De qualquer forma, é sempre possível comprá-los online no site da Ticketmaster e retirá-los diretamente na bilheteria no dia ou, para quem estiver em território europeu, recebê-los em casa.

Na quinta-feira (11), quando foram abertos os portões para os acampantes, a fila para retirar as entradas era consideravelmente grande. Vi muita gente esperando debaixo do sol por mais de duas horas (isso porque fiquei esperando o mesmo período para liberarem minha credencial ao lado). Na sexta-feira (12) a fila era ainda maior e imagino que o pessoal não deva ter ficado menos do que três horas por lá.

Pelo que pesquisei, os preços estão bem dentro da média dos festivais europeus e, ao menos nessa edição, também era possível comprar ingressos avulsos para diferentes dias por uma média de £75 a £82.50, enquanto os pacotes para todos os dias com camping estavam £194 e sem camping £184.

Onde Ficar

No meu caso, o pacote para imprensa não incluía o camping e, por isso, deveria comprá-lo separadamente. Como não é possível comprar o acesso ao camping oficial sem ter efetuado a compra dos ingressos, não tive outra opção a não ser recorrer aos campings não oficiais, localizados fora do T in The Park.

Quando tive que tomar essa decisão, não me senti muito segura e pensei que poderia ser uma grande roubada, mas mal sabia que essa seria disparada a minha melhor escolha!

Vi de perto o camping oficial e, pra mim, aquilo mais parecia um cenário do filme Distrito 9 do que qualquer outra coisa. Uma nuvem de terra cobria as barracas durante todo dia e só o que se via era lixo para todos os lados. Talvez a galera mais nova que vai com um grupo de amigos a fim de beber a doidado não se importe, mas no meu caso, sozinha, querendo só um lugar para descansar depois da maratona de shows, com certeza aquela não seria uma escolha inteligente.

Foi então que “dando um Google” atrás de opções de acampamentos não oficiais, encontrei o Lethangie Campsite (http://www.lethangiecampsite.co.uk/). Localizado a quase dois quilômetros da área do festival, o camping tem uma ótima estrutura e um staff nota 10. Minha experiência em montar barracas e afins era nula até então, mas recebi todo apoio que precisava, desde o aluguel da barraca até ajuda para conseguir deixá-la de pé.

Ao todo, gastei £40 com a hospedagem para os quatro dias (quinta, sexta, sábado e domingo).

Os banheiros sempre estavam bem limpos, na medida do possível, e vez ou outra era preciso enfrentar uma fila, mas somente nos horários de pico (de manhã cedo e à noite na volta do festival).

O acampamento não possui chuveiros, o que não chega a ser um problema já que a menos de cinco minutos está à disposição o centro de lazer Live Active (http://liveactive.co.uk/), que no período disponibiliza acesso a chuveiros e à piscina por £4,40, além do aluguel de toalhas e biquínis. O passeio era super agradável e poder dar um mergulho em uma piscina limpinha e tomar um banho tranquilo valia o investimento.

Os grupos hospedados no Leathangie são formados em sua maior parte por famílias e pessoas mais velhas, com uma média de 26 a 36 anos. A atmosfera era amigável e não faltava boa música rolando nas barracas o dia inteiro.

Como não tinha a menor experiência na arte de acampar, fui bem inocente ao levar apenas um cobertor leve e um jogo de lençóis. Em momento algum me passou pela cabeça que a noite os termômetros cairiam para quase 13 graus C.

Logo na quinta-feira um grupo simpático de escoceses que estava na barraca ao lado me emprestou um colchão inflável e um casaco térmico, caso contrário provavelmente teria morrido de hipotermia. Mesmo assim, tive muito problema para dormir à noite por causa por causa do frio e pela manhã por causa do calor. Por isso, meu conselho é: preparem-se psicologicamente para péssimas noites de sono.

Uma boa dica, seja para quem vai ficar no acampamento oficial ou em externos, é chegar quinta-feira, um dia antes do início do festival. Assim, fica mais fácil se ambientar com o lugar, descobrir como fazer para ir e vir e ainda conhecer os vizinhos de camping.

Como chegar

A CityLink é a empresa oficial de transporte para o T in The Park e como minha base era Edimburgo, comprei as passagens por £25,50, saindo e voltando da principal estação de ônibus da capital.

Também estava à disposição transporte diário direto saindo de diversas outras cidades, como Londres, Birmingham, Manchester, Preston, Newcastle, Sheffield, Leeds, Stranraer e Belfast (http://www.tinthepark.com/travel.aspx).

A viagem de Edimburgo ao T in The Park não levou mais do que 40 minutos e até mesmo na volta, segunda-feira (15) de manhã, quando era esperado um tráfego intenso, tudo correu bem e cheguei cedo à estação.

 

fila para embarcar na estação de Edimburgo

O caminho do festival ao camping era feito diariamente por meio de vários microonibus fretados (£5 por dia, ida e volta) pelo acampamento. Eles saíam mais ou menos de 20 em 20 minutos a partir das 11 horas e nos buscavam na entrada principal do evento no mesmo período ate à uma da manhã.

O serviço é bem eficiente, mas confesso que tive um sério problema que me fez ter que pegar uma carona com a polícia escocesa até o camping às três horas da manhã. Ao final dos shows na sexta-feira (12) saí pela porta errada e ninguém, nem a polícia nem os seguranças, sabiam explicar como chegar onde deveria estar. Fiquei andando pelas estradas vazias em torno da área do festival ate às 2h30. Quando já morta de fome, frio e sono comecei a chorar loucamente. Não se via uma alma viva na rua, o que me deixava ainda mais desesperada. Acho que devia estar chorando sem parar e sem saber o que fazer a 10 minutos, quando um carro da polícia parou ao meu lado. Eles não pensaram duas vezes e me colocaram para dentro da viatura e em 10 minutos estava entregue. No sábado fiquei com tanto medo de me perder de novo que tirei mil fotos para não esquecer a saída que deveria pegar para estar no lugar certo e na hora certa.

Camile Liguori, correspondente do zbra.fm no festival T in The Park

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1 Comentário

  1. Camillo
    31/08/2013

    Oi Camile, adorei sua cobertura!
    Eu tava lá no TITP com um amigo e encontrei você por lá! Foi a única brasileira que encontramos haha

    Enfim, adorei o blog, continuem assim! :D

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