Madonna: a origem do pop no Morumbi

5 dez, 2012

Podem amá-la ou odiá-la, mas ninguém consegue ficar indiferente à Diva do Pop.

Madonna, ao longo dos seus 54 anos, já se inventou e reinventou milhares de vezes. Teve filho com personal, blasfemou contra a igreja, brigou com a família (e meio mundo), fez vídeos polêmicos, livro erótico etc… Sim, ela não é a criadora do movimento pop, porém Madge (junto com o falecido Michael Jackson) transformou a indústria do pop no que ela é hoje. O fato de a cantora ser mulher a credencia muito mais, já que Madonna quebrou tabus, principalmente em uma época (30 anos atrás) em que a sociedade era extremamente machista.

Há de se tirar o chapéu para a Rainha do Pop, pois não é qualquer um que, depois de 30 anos, ainda consegue lotar estádios mundo afora. Ainda mais em uma sociedade – não tão machista assim – mas extremamente vaidosa, na qual os valores estão atrelados à beleza e à juventude. Ok que Madonna é inegavelmente vaidosa e busca loucamente a fórmula da juventude (vide seu corpo musculoso, a base de dietas rigorosíssimas e treinamento militar), mas, convenhamos, a cantora é muito mais que isso. E ontem (4), foi essa Madonna que tocou em São Paulo.

Morumbi lotado

O primeiro show da diva em terras paulistanas foi marcado por palavrões em português, discursos pró-minorias, rebeldia contra uma cruz no palco e muita dança e encenação. Resumindo: pacote Madonna completo, e isso não é ruim. A turnê MDNA é uma pouco mais dinâmica que a anterior, Sticky & Sweet. O show flui. Há um pouco de teatro, mas nada que comprometa o andamento da apresentação que, aliás, começou às 22h20min (uma hora a menos de atraso que no Rio de Janeiro). Madonna troca de roupa várias vezes (rapidamente, confesso) e o playback é bem perceptível, apesar de notarmos sua voz também em muitas partes do show.

Madonna com uma releitura do seu famoso sutiã em formato de cone

Madonna dança como ninguém. A produção estava impecável. Parecia um grande musical. Boa parte das músicas do novo álbum da cantora estava no setlist. Clássicos também não faltaram; só Like a Virgin que a cantora não tocou em sampa, para a frustração geral do público. Aliás, o show paulista durou 1h40min, cerca de 20 minutos a menos que no Rio. Os arranjos de 90% das canções estavam diferentes (inclusive as novas), mais lentos. Os pontos fortes foram sem dúvida nas músicas Express Yourself e Like a Prayer. A primeira, pela já tradicional provocação a Lady Gaga, com o uso de versos de Born This Way, que fica claramente evidente o plágio (Madonna troca o verso de Express pelo de Born, e não há qualquer mudança rítmica na música). Agora Like a Prayer fez todos se arrepiarem, principalmente quando o coral entrou na música. Sensacional.

Madonna cantando Like a Prayer acompanhada de um coral

O show poderia ter sido mais longo e com mais hits, mas, mesmo assim, vendo Madonna no palco (e todo o seu circo), faz Lady Gaga (que passou por aqui recentemente) parecer amadora. Tudo no mundo se cópia, principalmente no universo pop, mas, como em todo o reino, só existe uma rainha e ela se chama Madonna.

Madonna finalizando o show no Morumbi

Veja como como foi a abertura do show da Madonna com a  música Girls Gone Wild, no Morumbi. E para ver a galeria de fotos completa, clique aqui!

 

 

 

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