Lady Gaga: pouco fôlego e muito papo…

12 nov, 2012

Aconteceu ontem (11) o show da Lady Gaga em São Paulo, no estádio do Morumbi. Contrariando as expectativas, o local estava cheio (somente cadeiras vazias). Claro que o leilão do “compre um, leve outro” exerceu influência para o não fracasso do show da cantora em território paulista, já que a maioria dos shows de Gaga na América Latina tiveram público bem abaixo do esperado.

Show lotou o estádio do Morumbi

Lady parecia comovida (com a lotação) e incomodada com a repercussão em torno da fraca venda, mencionando ao tempo todo de como o estádio estava cheio, principalmente para uma cantora com apenas 4 álbuns lançados (resposta direta à imprensa). Também agradeceu inúmeras vezes ao público por ter gastado o seu “rico dinheirinho” para ir ao seu show. Aliás, conversa foi o que não faltou em sua apresentação…

Apresentação da banda The Darkness, que abriu o show de Gaga

Gaga fez um show de duas horas e meia, sendo que 45 minutos só de falação, encontro com os fãs etc. Sim, acho bacana essa conexão que a diva tem com seus little monsters, mas fica exagerado, cansativo e um tanto quanto artificial… A cantora chamou por duas vezes alguns fãs ao palco. Na primeira vez, Gaga, nitidamente incomodada, teve que ficar se esquivando de uma fã que insistia em ficar abraçando-a enquanto ela tentava tocar o seu piano.

A cantora em momento mais intimista

De um modo geral, a apresentação foi boa. Muito bem produzido, o show não deixou a desejar ao público fiel de Gaga, mas alguns problemas ficaram evidentes. Em termos de tecnologia, o som estava ótimo, e podia se ouvir bem de qualquer parte do estádio, mas os dois telões (localizados em cada lado do palco) se mostraram pequenos e muito escuros para quem estava mais afastado. Foi difícil ver detalhes da apresentação. Agora em termos artísticos, Gaga deixou um pouco a desejar…

Show bem produzido

Falta fôlego à cantora. Playback perceptível, só dava vez à voz de Gaga em canções mais intimistas (como as cantadas ao piano) e em seus discursos demagogos (mas necessários ao passional público presente) de amor eterno ao país e aceitação em relação à aparência, opção sexual etc. Quando a cantora falava com seus little monsters, era evidente a sua respiração ofegante, o que comprovou a sua tão comentada forma física atual. Boa parte das músicas, Lady não cantava (ou melhor, dublava) inteiras. Com sua troca de figurino infinita, para não parar o show, a música continuava tocando (com sua voz gravada) enquanto a cantora nem mais no palco estava… Isso aconteceu diversas vezes.

Gaga com outro figurino

Mas Gaga mostrou, mesmo que com pouco fôlego, que sua fama não é à toa. A cantora é uma hitmaker nata e sabe o poder que suas músicas dançantes exercem no público, ao vivo. “Bad Romance”, “Paparazzi”, “Born This Way”, “Alejandro”, “Telephone”, “Just Dance”, entre muitas outras, mostraram o poder de comoção e explosão de Gaga. Fora isso, a cantora sabe cantar (quando o playpack deixa sua voz aparecer). A sua teatralidade no palco parece boba e até ingênua quando comparada à Madonna. Na verdade, Gaga deveria se concentrar no que ela faz de melhor: cantar e dançar (mesmo que dublando e sem fôlego).

Gaga com seus dançarinos

Veja abaixo um pedaço do show de Gaga, em São Paulo. E clique aqui para ver a galeria fotos da apresentação.

 

Share

2 Comentários

  1. geraldo
    13/11/2012

    Mandou bem, Ka.
    Não fui mas fiquei por dentro.
    Parabéns!

    Reply
    • Kaká Felipe
      21/11/2012

      Obrigada. Beijos!

      Reply

Deixe um comentário