Entrevista com a banda Copacabana Club

18 mar, 2013

Desde 2007, quando a banda curitibana Copacabana Club surgiu, muita coisa mudou. A formação original já não é a mesma e as prioridades também. Aliás, quando o Copa apareceu, a possibilidade de se tornar uma banda conhecida e viver só de música nem passava pela cabeça dos integrantes. Ok, algumas coisas não mudaram, mas, hoje, com sua nova formação, o grupo irá integrar o time das bandas nacionais que irão tocar no festival Lollapalooza, no final do mês, em São Paulo.

A simpática Cacá V, vocalista e integrante do Copacabana Club desde o início da sua formação, concedeu uma entrevista pelo telefone ao zbra.fm. Entre outras coisas, a curitibana radicada em São Paulo fala sobre a espectativa em relação à apresentação no Lolla, no próximo dia 29, e dos planos da banda que, nos últimos dois anos, passou por uma restruturação. Confira!

zbra.fmComo surgiu o Copacabana Club e a sua sonoridade?

Cacá V: A banda surgiu em 2007 sem muita pretensão. Ninguém pensava na possibilidade de virar algo mais sério. Cada integrante tinha uma referência musical bem diferente entre si. E isso ajudou a construir a sonoridade do Copa.

zbra.fm - Por que a preferencia em cantar em inglês? Algum motivo especial, como, por exemplo, a facilidade para se lançar no mercado internacional?

Cacá V: Não. Pelo tipo de música que fazíamos, o inglês combinava mais. O Alec (Alessandro Ventura, ex-integrante da banda) tinha acabado de voltar de Londres, quando começamos, e ele já tinha algumas composições em inglês. Aí foi natural…

zbra.fm - Vocês começaram em 2007. Em 2009 tiveram uma superexposição: vinhetas na MTV, música em comercial, concorreram ao prêmio de Artista Revelação no VMB, o que gerou convites em 2010 para se apresentaram no South by Southwest, abrir o show para o Moby e, em 2011, para Britney Spears. Como ficou a vida de vocês depois disso? O que mudou na banda? 

Cacá V: Mudou muito. O Copa era a segunda atividade do grupo. Ninguém pensava em viver só de música. Em 2009, 2010 as coisas mudaram, foram anos muito agitados, mais de 100 shows. Todos tinham outros trabalhos. A Claudinha (baterista e integrante desde o início), por exemplo, trabalhava como DJ, eu sou fotógrafa.

Em 2011 foi um processo complicado, pois ao mesmo tempo que fazíamos vários shows, não éramos mainstream. É muito difícil viver só de música. Começamos a reconsiderar tudo… Os meninos saíram (Alec e Tile) e eu e a Claudinha decidimos dar um passo para trás. Decidimos não fazer mais shows durante a semana e, com os integrantes novos (Carlos Cafareli e André França), ter vidas independentes. Cada um com o seu trabalho… Foi um processo legal, pois acabou tirando a pressão de ter que dar certo.

zbra.fm - O primeiro e último álbum de trabalho foi o Tropical Splash. Vocês acabaram de lançar duas músicas (“Love is Over” e “Let It Go”) e lançaram um videoclipe. Estão pretendendo produzir um álbum inteiro novo? 

Cacá V: Não iremos lançar um disco agora, até porque ainda estamos conhecendo a nova formação da banda. Vamos lançar quatro singles este ano (o primeiro já foi). O segundo está previsto para junho, o terceiro para setembro e o último em dezembro. Ao todo serão 8 músicas. Em dezembro também estamos planejando fazer um vinil com essas 8 faixas.

Em 2014 provavelmente faremos um álbum completo, já com a banda mais enturmada. A nossa sonoridade não mudou em nada, mas amadurecemos musicalmente. Os arranjos estão melhores e, agora, nós que produzimos as nossas músicas.

zbra.fm - Vocês irão tocar no próximo dia 29, no Lollapalooza. Estão ansiosos? O que o público pode esperar do show? E tem alguma banda que vocês querem ver no Lolla?

Cacá V: Estamos mega ansiosos. Chegamos a fazer uma turnê em Londres com a nova formação (os shows já estavam agendados antes do Alec e Tile saírem), mas o Lollapalooza será o primeiro grande festival depois da restruturação. Sem contar que o festival será uma ótima oportunidade para o público (que ainda não nos conhecem), nos verem ao vivo, conhecerem o nosso trabalho e também para adquirir um público novo. O evento te dá esse espaço e momento.

Faremos um show relativamente longo (60 min.). Vai dar para tocar canções do Tropical Splash e apresentar nossas músicas novas.

A Claudinha é mais ligada em festivais do que eu, mas quero muito ver The Flaming Lips, Cake, Crystal Castle e Black Keys.

zbra.fm - Depois do Lolla, quais são os planos? Mais shows?

Cacá V: Sim, começo de ano é meio parado no geral, mas já estamos programando shows de abril em diante.

 

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