Acertos e erros do Lollapalooza

1 abr, 2013

Não irei me estender muito neste post porque em eventos de grande porte sempre há problemas. É impossível controlar tudo o que acontece, principalmente em um local onde passaram em três dias cerca de 167 mil pessoas. Mas algumas observações são importantes para que na próxima edição (já confirmada para os dias 18,19 e 20 de abril) alguns problemas não se repitam.

Banheiros – erro

O número se mostrou – mais uma vez – insuficiente para a demanda, principalmente os de dentro da Arena. Havia espaço para serem colocados mais sanitários. Inaceitável ficar uma hora na fila, ainda mais com uma programação tão pontual, onde tempo é artigo de luxo.

Coleta de copos – acerto

Apesar de pouco divulgado, a iniciativa de colocar ponto de entrega de copos de plástico (prática mais do frequente em festivais gringos), em que o coletor ganha algum benefício, foi muito acertada. Garanto que na próxima edição as pessoas estarão bem mais engajadas.

Coleta de copos

Lixo – erro

Novamente faltou lixeiras no evento. Sinceramente não sei se é de propósito (se sai mais barato contratar pessoas para ficarem recolhendo o lixo do chão, do que recolher as lixeiras). Mas o fato é que o local vira um verdadeiro lixão no final da tarde e, claro, ajuda a causar acidentes, já que no escuro fica difícil desviar de tanta porcaria no chão.

Line-up – acerto

Com um dos line-ups mais interessantes do Brasil, o Lolla conseguiu neste ano o que poucos festivais brasileiros conseguem, trazer tendências e não somente a final de turnê de algumas bandas. Um bom exemplo são os ingleses do Foals. Considerado o grupo mais “hype” do momento, eles irão tocar em praticamente todos os festivais gringos deste ano, começando pelo Coachella, no próximo dia 12.

A banda “hype” do momento, Foals

Comida – erro

Na contramão de todos os festivais estrangeiros, o Lollapalooza Brasil (por conta de acordos comerciais) insiste em ficar vendido para apenas uma marca de alimentos. Não acho errado fechar parcerias, pois afinal, é o que sustenta boa parte do evento, mas deveria vender cotas menores de patrocínio e abrir espaço para outros tipos de alimento. Enquanto tem paella, banca de frutas e cafés com bolos etc. lá fora, aqui temos que comer pizza e hambúrguer congelados.

Kidzapalooza – acerto

Icentivar todos os tipos de público, inclusive os que já tem a família completa, é um ótimo exemplo de como os eventos têm que ser. Afinal, música é para todos.

Programação para a família toda

Prestadores de serviço – erro

Sei que é complicado falar, mas ter mais atenção aos prestadores de serviço. Vários estavam vendendo fichas ilegalmente. Fui abordada por um faxineiro, no meio de um show, que me ofereceu fichas (pilas) por um preço inferior. O mesmo ocorreu com alguns amigos. Sem contar a venda de outros itens por ambulantes não credenciados.

 

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